A ternura de Inês

Eu sei, até parece mal. Escrevo um post dedicado à filha mais nova, depois do seu quarto aniversário, e não faço o mesmo pela filha mais velha, depois do seu sétimo aniversário. Não é por mal, claro está, nem por eu gostar menos dela. Foi o raio do final do ano passado e o estranho princípio deste, é ela fazer anos tão perto do Natal e quase não haver espaço para respirar entre festas, foi só ter parado agora para alinhavar ideias e perceber que me faltava algo muito importante para fechar o ano.

A minha Inês, a minha primogénita. A minha companheira das histórias e dos jogos de cartas. A minha companheira de Berlim. Ainda relembro a nossa viagem com todo o carinho de que sou capaz. De tudo o que podia correr bem, correu melhor ainda. Ela revelou ser a pequena companheira perfeita, curiosa e interessada. Lembro-me de uma noite, quando saímos de um restaurante crudívoro, cujo repasto ela recusou delicadamente depois de ter provado algumas iguarias (nem eu estava à espera de mais…

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Nós as duas em Berlim

Foi a primeira vez que viajei sozinha com uma das minhas filhas e deixei a outra com o pai. Normalmente, ou viajamos todos juntos ou viajamos a dois, eu e ele, porque precisamos, gostamos, queremos e temos, felizmente, avós com disponibilidade e vontade em ficar com elas. Mas este ano decidi ir viajar sozinha com a Inês. Desde a última vez que fui a Berlim que ela me andava a pedir que a levasse à Alemanha, mas optei por esperar que ela tivesse idade suficiente para se lembrar desta viagem para a poder levar a Berlim, a minha segunda cidade, aquele sítio onde ainda me sinto em casa, mesmo que já tenha mudado tanto.

Foi espectacular. Posso dizer que passei cinco dias sem ralhar, sem gritar, sem ameaçar, sem chantagear, sem pressas nem stresses (ok, aquela vez em que ela se sentiu mal na Legoland e tivemos de vir a correr para casa de táxi e ela vomitou dentro no carro foi um bocadinho stressante). Foram cinco dias perfeitos em que nós as duas andámos completamente sintonizadas, ela andava feliz da vida, super orgulhosa por ter tido o privilégio de viajar com a mamã e super contente por não ter de me partilhar com ninguém. Até acedeu a provar comida crudívora (eu sei, foi esticar a corda) e não fez cara feia ou cuspiu para o prato, como é costume! Provou um pouco de tudo, como eu lhe pedi, e depois disse muito educadamente: Mamã, não gosto lá muito. Posso comer um cachorro quente quando sairmos daqui? E jogas mais um Uno comigo?

E foi assim que, entre muitos jogos de Uno, contagens de paragens e estações de comboio e metro, caminhadas longas sem queixumes e muitas conversas sobre o muro, a guerra e um senhor mau chamado Hitler, passámos cinco dias fantástico em Berlim, só eu e ela, a minha primeira, a minha mais velha.

Enquanto não tenho tempo para escrever um post detalhado sobre o que fizemos com dicas para viajar com crianças (ahaha, sou uma expert, eu!), ficam aqui algumas das fotos dos momentos que marcaram a nossa viagem.