Agnes

É frequente questionar-me, com alguma irritação, porque é que só descubro certas músicas ou certos artistas tão tarde, isto é, tantos anos depois de terem sido dados a conhecer. Depois percebo que isto de descobrir música nova é como o destino. É quando tem de ser. Ou quando mais precisamos dela.

Em repeat

 

Aqui está um exemplo de uma música que não gostei da primeira vez que a ouvi, mas que agora não consigo parar de ouvir. Não sabia se os calafrios que sentia eram causados por repugnância por esta voz tão estranha, se por mero assombro. Na dúvida entre o esquisito e o genial, insisti uma vez mais. E a partir daí (à medida que vou explorando outras músicas da cantora, a Horizon, a Blend…) não consigo pôr travão nisto. A Aldous é maravilhosa e não podia haver melhor maneira de terminar o meu ano musical.

 

O homem que põe xarope de ácer em tudo

Ontem fomos ao concerto de homenagem a Leonard Cohen, As Canções de Cohen. Para além do maravilhoso David Fonseca (o vozeirão, aquela ginga toda, os cabelos, os óculos de massa, o blazer com os All Stars…) e da versão máscula da I’m Your Man cantada pelo Miguel Guedes, gostei muito da prestação do Samuel Úria. Não o sabia ser tão divertido. Nem lhe conhecia qualquer música sem ser a Lenço Enxuto com o Manel Cruz (que adoro – a música e o Manel.)

Não tive outro remédio, portanto, senão pôr-me a ouvir músicas dele. Esta foi aquela de que gostei logo.